Em pleno mês de festa junina, vale conhecer o personagem por trás do dia 24 de junho. O "São João" das fogueiras é, na verdade, João Batista — um dos homens mais notáveis da Bíblia, e alguém que Jesus elogiou como ninguém. Vale muito mais a pena conhecer a história dele do que só pular a fogueira.
Um nascimento anunciado
A história de João começa com um milagre. Seus pais, o sacerdote Zacarias e Isabel, eram idosos e não tinham filhos. Um anjo anunciou a Zacarias que Isabel teria um menino, e que ele "iria adiante do Senhor, no espírito e poder de Elias" (Lucas 1:17). Isabel era parente de Maria — por isso João e Jesus eram aparentados.
É de Lucas 1 que vem a data tradicional do nascimento de João. Quando o anjo apareceu a Maria, Isabel estava no sexto mês de gravidez. Daí a tradição colocar o nascimento de João seis meses antes do de Jesus: 24 de junho, seis meses antes do Natal.
A missão: preparar o caminho
João cresceu e se tornou um profeta diferente de tudo. Vivia no deserto, vestia pelos de camelo, comia gafanhotos e mel silvestre. Sua pregação era um soco: "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" (Mateus 3:2). Multidões iam ao rio Jordão para confessar pecados e ser batizadas por ele.
Mas João sabia que não era o centro. Quando perguntaram se ele era o Messias, negou na hora e disse que vinha apenas preparar o caminho. Seu trabalho era apontar para outro — e esse outro chegou.
O batismo de Jesus
O momento mais alto da vida de João foi batizar o próprio Jesus. Ao vê-lo chegar, declarou: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1:29). João resistiu — sentia-se indigno —, mas Jesus insistiu, e ali, nas águas do Jordão, o céu se abriu. Para entender melhor esse rito, veja nosso artigo sobre o batismo nas águas.
A frase que resume João veio depois, quando seus discípulos ficaram preocupados que Jesus atraía mais gente: "É necessário que ele cresça e que eu diminua" (João 3:30). Poucas frases definem tão bem a humildade cristã.
Fiel até a morte
O fim de João foi trágico e corajoso. Ele repreendeu o rei Herodes Antipas por causa de seu casamento ilícito com Herodias. Não era político; era questão de verdade. Herodias guardou ódio e, numa festa, armou para que João fosse decapitado (Marcos 6:17-29). Morreu preso, por não calar diante do erro do poderoso.
Jesus deu a João o maior dos elogios: "entre os nascidos de mulher, não surgiu outro maior do que João Batista" (Mateus 11:11). Um homem que viveu para apontar Cristo e morreu sem negar a verdade.
O que aprendemos com ele
Enquanto o Brasil acende fogueiras "de São João", o crente pode redescobrir o verdadeiro João: alguém movido por humildade, coragem e foco total em Jesus. Não há melhor mensagem para a época. Se quiser entender o chamado ministerial que João viveu de forma tão radical, vale ver os versículos sobre chamado ministerial.
Fontes: Bíblia Sagrada (Lucas 1; Mateus 3 e 11:11; João 1:29 e 3:30; Marcos 6:17-29). Conteúdo informativo e devocional.